Educação Integrada     X     Educação Inclusiva

( Save the Children, UK, páginas 12 e 23 traduzido do inglês e digitado por Maria Amelia Vampré Xavier - 24 de janeiro de 2003)


Qual a Diferença entre Educação Integrada e Educação Inclusiva?

Os termos "integrada" e "inclusiva" são freqüentemente utilizados alternadamente como se significassem a mesma coisa. Contudo, representam diferenças importantes em filosofia. É útil esclarecer seus diferentes significados e que os que se dediquem a elas utilizem a mesma linguagem. Reconhecemos que em alguns idiomas nem sempre é possível estabelecer a distinção entre integração e inclusão. Contudo, achamos que uma compreensão da distinção existente no idioma inglês é útil e importante na promoção de práticas mais inclusivas.

Uma distinção simples é:

Educação integrada é acerca de crianças deficientes freqüentarem as escolas da rede regular de ensino ( isto é, o foco é colocado nos índices de freqüência).

Educação inclusiva é acerca de crianças deficientes aprenderem eficientemente uma vez que estejam freqüentando escolas da rede regular de ensino ( isto é, o foco é na qualidade do aprendizado).

Na educação integrada a criança é vista como um problema O modelo individual, ou médico, da deficiência determina que a criança tenha de ser mudada, ou reabilitada a fim de se adaptar ao sistema escolar e à sociedade. Por exemplo, uma criança surda pode usar um aparelho de audição e é esperado que aprenda a falar a fim de se adequar. Porém não se espera que os professores e outras crianças aprendam a linguagem de sinais ou outras formas de comunicação. Uma criança com dificuldades de aprendizado, segundo se espera, passará por exames padronizados a fim de progredir na escola, do contrário repetirá o ano, ou será forçada a deixá-la.

Na educação inclusiva é esperado que o sistema mude e não a criança A educação inclusiva emergiu do modelo social da deficiência. Ela reconhece que todas as crianças são diferentes e que a escola e o sistema educacional precisam mudar a fim de atender às necessidades individuais de todos os alunos – com e sem deficiências. Inclusão, contudo, não significa assimilação – ou tornar todo mundo a mesma coisa. Um ingrediente chave é a flexibilidade - reconhecendo que crianças aprendem a ritmos diferentes, e que os professores precisam ter habilidades que apoiem o seu aprendizado de forma flexível. Na maioria dos casos as crianças simplesmente precisam de ensino bom, claro e acessível. Isto inclui o uso de diferentes métodos que respondam às diferentes necessidades, capacidades e índices de desenvolvimento.

A educação integrada pode conduzir à educação inclusiva?

A educação integrada é, freqüentemente, aceita como um degrau para a educação inclusiva. Contudo, a principal limitação da educação integrada é que enquanto o sistema escolar permanece rígido, somente certas crianças deficientes pode ser integradas. Algumas crianças deficientes podem nunca estar "preparadas" ou suficientemente "reabilitadas" para serem aceitas numa sala de aula da rede regular de ensino tradicional.