Como Aprimorar a Atenção - Percepção - Inteligência - Aspectos Cognitivos de Crianças e Jovens com Síndrome de Down

(Dados colhidos do curso dado em 2004 pela Fundación Síndrome de Down de Cantabria, Espanha Psicólogo Emilio Ruiz Rodriguez )


ATENÇÃO
- A atenção varia em função do interesse que a tarefa desperta(motivação);
- Dificuldade de manter a atenção, sobretudo durante períodos de tempo prolongados;
- Facilidade de se distrair frente a estímulos diversos que apresentem novidades.

Sugestões de intervenção:
- Programar exercícios para que aumentem seus períodos de atenção;
- Atividades variadas e amenas;
- Olhar para o aluno quando lhes falamos;
- Observar se estão prestando atenção;
- Eliminar estímulos que distraiam quando se estiver trabalhando;
- Apresentar-lhes os elementos um a um;
- Evitar mandar-lhes diferentes mensagens e estímulo aos mesmo tempo;
- Não confundir falta de atenção com demora na resposta, algo que ocorre habitualmente, já que seu período de latência (tempo que demoram em responder) é mais longo.


PERCEPÇÃO
- Melhor percepção e retenção visual do que auditiva.
- Seu umbral de resposta geral diante de estímulos é mais elevado.

Sugestões de intervenção:
- Deve-se apresentar a estimulação sempre que seja possível através de mais de um sentido (multisensorial)
- Modelagem ou aprendizado por observação, a prática de conduta e as atividades com objetos e imagens são muito adequados.


INTELIGÊNCIA
- A SD é sempre acompanhada de deficiência ou descapacidade intelectual (não mental) em graus diferentes.
- Nível intelectual se situa em torno de deficiência leve ou moderada, geralmente.
- Obtém melhores resultados nas provas manipulativas do que nas verbais.
- Dificuldade para generalizar o que aprendem.
- Precisam mais tempo para responder.
- Dificuldade para entender várias instruções dadas em ordem seqüencial (seguidas).

Sugestões de intervenção:
- Não esquecer da deficiência intelectual. É preciso falar-lhes mais devagar; se não entenderem as instruções dadas, repeti-las com outros termos diferentes mais simples.
- É preciso dar-lhes o tempo que precisarem.
- Trabalhar partindo do concreto para o abstrato, do manipulativo ao intelectual.


ASPECTOS COGNITIVOS
- Dificuldades de lidar com diversas informações.
- Lentidão em processar e codificar a informação e dificuldade de interpretá-la.
- Dificuldade com os processos de conceitualização, abstração, generalização e transferência dos aprendizados.

Sugestões de intervenção:
- Necessidade de falar-lhes devagar, com mensagens breves, concisas, simples, diretas e sem sentido duplo
- Necessidade de um tempo maior para que respondam, sem nos adiantarmos sobre sua possível resposta.
- Necessidade de explicar-lhes até as coisas mais simples, não dando como coisa certa que sabem alguma coisa que não demonstram fazendo-a.
- A programação deve prever a generalização e a manutenção das condutas.